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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Mercado de festa infantil não para de crescer em BH

Mercado de festa infantil não para de crescer em BH
Graziela Reis - Estado de Minas

Durante a guerra dos anéis, Marcelo Lacerda se transforma em personagens e prende a atenção das crianças


A luta contra o mal é travada com espadas, a Pequena Sereia sai da televisão e o coelho pula de dentro da cartola direto para o colo da criança. Situações que fazem parte do mundo da imaginação dos pequeninos estão se tornando realidade nas festas infantis promovidas em Belo Horizonte. Animadores, atores e mágicos garantem diversão para meninos e meninas de todas as idades e movimentam um mercado que é promissor para aqueles que oferecem novidades e profissionalismo. Não há crise na procura por esses encantadores da meninada. Tanto que há profissionais que só têm data disponível na agenda para daqui um ano, caso do animador Marcelo Augusto Lacerda Parreiras, de 30 anos, que promove a guerra dos anéis (GDA) nas comemorações. A aventura que ele simula com as crianças faz tanto sucesso que foi transformada em livro que já está no segundo volume (Veyenor – A vingança de Khaos e Veyenor – Os filhos da guerra) e ainda ajuda a vender camisetas com desenhos dos personagens da saga.


“O jogo é em capítulos e as crianças gostam tanto que os amigos do aniversariante contratam e eles continuam a história na festa seguinte”, explica Marcelo Lacerda. Ele está feliz com o trabalho que desenvolveu. “Vim de baixo e hoje já comprei carro, estou acabando de pagar meu apartamento e estou muito bem. Nunca imaginei que conquistaria tantas coisas em tão pouco tempo”, diz. A procura por seus trabalhos de animador é intensa. Se tivesse condições, ele conseguiria participar de umas 100 festas por mês. “Mas tenho de dispensar muitas porque não tenho horário”, conta. Hoje ele faz 32 comemorações mensais em BH e agora está entrando no mercado em Brasília, onde já participou de quatro festas. Na capital mineira, a hora sai por R$ 90. São necessárias três horas, no mínimo, para cada capítulo da aventura. Em Brasília, o preço é superior: R$ 1,5 mil mais os custos de passagem, alimentação e hospedagem. “Mas posso ficar 24 horas com o aniversariante”, explica.


Para Marcelo Lacerda, que ganhou R$ 5 por seu primeiro trabalho como terceiro animador de uma festa em 1996, o melhor nesse negócio é o contato com as crianças. Mas ele lembra que, apesar da diversão, o serviço oferecido tem de ser cercado de cuidados. “Tento ensinar coisas boas e a maior recompensa é quando o aniversariante chega e diz que foi a melhor festa da vida dele”, reforça.


A administradora de empresas Ramona Nagl Gomes, mãe de Bruno, de 9 anos, e Lara, de 11, contrata o animador há cinco anos. “É sucesso certo. Ele tem o dom. Os meninos ficam tão entretidos que se esquecem de comer. Para garantir a vaga para o aniversário do Bruno, em outubro, tive de reservar no ano passado”, conta. Ela ajudou seu filho e os amigos na contratação de Marcelo para a festa de despedida do colega do Colégio Loyola Hugo de Miranda Ribeiro Rios Neto, que vai se mudar para os Estados Unidos esta semana. Mas desta vez foram as crianças que pagaram. “Fizemos uma vaquinha, cada um deu R$ 15 e foi ótimo”, conta Bruno. Hugo vai levar os livros da GDA para os EUA. “Vai ser ruim ficar um ano sem as festas”, diz. Nos últimos meses, como todos da turma contratam Marcelo, eles chegam a se encontrar com o animador até três vezes por semana. O animador já vendeu 3 mil exemplares dos dois livros e prepara o terceiro volume, que deve ser lançado no ano que vem.


No aniversário de 3 anos da pequena Letícia Tinoco Torquetti Costa, a estrela foi a Pequena Sereia, que chegou de surpresa com cauda de peixe e tudo, carregada até o encontro com a menina. “Foi uma surpresa que todos adoraram”, conta a mãe, a professora Flaviane Tinoco Costa. “Até os adultos fizeram fila para tirar foto. Foi a melhor festa de criança que já vi”, reforça. A comemoração foi na casa de seus sogros, Mauro e Marlene, e ela garante que vai repetir a experiência nos próximos anos. Para ela, os R$ 300 gastos para contratação da atriz e cantora lírica Camila Amaral Corrêa, da Cyntilante Produções, foi muito bem aplicado.


“Para mim é mais uma opção de cachê e de apresentação para as crianças”, conta Camila Corrêa, que interpreta a Pequena Sereia também no espetáculo apresentado nos teatros de BH. O dirigente da Cyntilante, Fernando Bustamante, desenvolveu o projeto há dois anos. Agora, o teatro movimenta aniversários e vice-versa.


Na opinião do mágico Renner, Renier Alexandre e Silva, de 29 anos, que também estuda engenharia de minas, “os sorrisos e os momentos de descontração vividos com as crianças são impagáveis”. Ele é mágico há quatro anos e cobra cerca de R$ 400 por apresentação de uma hora, dependendo do que o cliente pede. E ele faz de 10 a 15 espetáculos por mês. “Preparo shows”, explica. E quando a mãe permite, o aniversariante participa da mágica e ganha, de presente, o coelho Farofa que o mágico “faz aparecer”. A animadora Vanusa Gonçalves, a Tia Fifi da Fifi Produções, também não reclama do mercado. “A procura cresce perto dos 10% ao ano”, conta. “A demanda é tão forte que nem sempre conseguimos atender”, diz. Ela também promove shows de covers do High School Musical, Hannah Montana, entre outros. A animação básica custa a partir de R$ 250, por quatro horas. O show pode chegar a R$ 15 mil. “Sempre há uma porta aberta para quem faz um trabalho diferente. E não tem crise. Crianças sempre vão existir”, reforça.


Aniversariante dita as regras
A sócia da casa de festas Parabéns, Valéria Carneiro Mota, diz que contrata os animadores de acordo com o pedido dos clientes. A maioria faz questão. “É raro a criança não querer animação”, observa. Na Magic Party, a proprietária Patrícia Machado já tem um quadro fixo de sete profissionais treinados para oferecer um serviço diferenciado. “Nossas animações são exclusivas e feitas de acordo com a idade”, conta. A contratação de uma festa no local sai a partir de R$ 2,5 mil, para 50 crianças. E para cada animação pedida há um acréscimo de R$ 150. “São opcionais, mas em 75% das festas os pais pedem o animador.”

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