Novo conceito de festas infantis atrai mais clientes
O lucrativo mercado de festas infantis. Para ampliar o negócio, empresários se mobilizam. Eles se unem com o objetivo de diagnosticar as deficiências do setor e assim dar a volta por cima.
Organizar uma festa de aniversário infantil é um excelente negócio. Na capital paulista, existem 700 bufês para crianças. E cada um faz cerca de 15 festas por mês. A margem de lucro é alta, supera os 20%. Os resultados são positivos, mas os empresários do setor não se acomodam.
O Sebrae criou o projeto “Bufê Infantil – Gestão da Diversão”, que reúne 56 empresários. Eles se encontraram para discutir problemas comuns do setor e buscar soluções. “Um dos objetivos dele é promover a união, o fortalecimento do segmento e a organização profissional desses empresários”, explica Maísa Blumenfeld Deorato, do Sebrae/SP.
O empresário Adriano Chiofalo é dono de três bufês em São Paulo. O mais novo fica na Mooca, um dos mais tradicionais bairros da cidade. Ele usou tudo o que aprendeu no projeto e nos 14 anos de atuação no setor. “A gente tem que lembrar que o diferencial não é apenas aquilo que o mercado oferece. Mas, acima de tudo, aquilo que você cria”, diz.
E o empresário criou muito. Começou pela cozinha. Você já comeu sanduíche natural em uma festa de criança? O bufê também serve os tradicionais: kibes, coxinhas, croquetes. Mas, aos poucos, a comida saudável toma o espaço dos salgadinhos.
Todo bufê oferece uma degustação para os possíveis clientes. Geralmente, um prato com salgadinhos. Essa degustação é bem diferente no restaurante de Adriano. A empresa faz uma festa de verdade. Os pais comem à vontade. E as crianças testam os brinquedos. O custo deste evento é de R$ 1,5 mil. Mas o investimento vale a pena. A empresa realiza 25 festas por mês. O sistema usado para atrair os pais e fechar negócios também é uma novidade.
Durante uma degustação, o empresário e a equipe de vendas fecham contratos para, no mínimo, seis festas. “A gente aproveita essa oportunidade para dar uma condição diferenciada sobre o valor da festa”, afirma Adriano.
Uma das orientações do Sebrae é cuidar bem do salão de festas. Limpeza, pintura em dia e decoração sem remendos são obrigações da empresa. E os brinquedos também precisam estar em ordem. “Se você tem um brinquedo que está com um esparadrapo ou que tem uma fiação solta, isso vai influenciar no fechamento da festa”, explica Maísa.
O Sebrae também incentiva ações de marketing. Adriano Chiofalo contratou uma consultora especializada no setor. Alessandra Dotto montou um cadastro para manter contato com os clientes. E criou uma ação chamada ‘Blitz da Alegria’. “A blitz vai até a escola e desenvolve atividades voltadas para a alimentação saudável. Com isso, a gente recolhe cadastro tanto das crianças, como dos pais, e continua desenvolvendo ações de marketing focadas sempre para trazer os pais e as crianças para o bufê”, conta Alessandra.
Já são 2,5 mil pessoas cadastradas, a ‘Blitz da Alegria’ já esteve em dezenas de escolas. Ações como estas fizeram o faturamento do bufê aumentar 20%. E os pais estão mais satisfeitos com o serviço. E andam até testando os brinquedos.
Para mais informações sobre o apoio do Sebrae ao mercado de festas infantis, procure um posto de atendimento mais perto de você ou visite o site http://www.sebrae.com.br.










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